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Maria Bonomi integra a arte no cotidiano de São Paulo PDF Stampa E-mail
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Notizie - Arte
Martedì 16 Febbraio 2016 21:38

Com os grandes painéis sulcados em madeira, concreto e metal, a artista e professora constrói a história de todos em uma arte que humaniza os espaços públicos da cidade. Esta reportagem abre a série Artistas da USP, que destaca a participação da comunidade nas artes plásticas, cinema, música, teatro e literatura

LEILA KIYOMURA
Maria Bonomi vive em São Paulo desde 1946. Levar o conceito democrático da gravura para os espaços públicos é o seu desafio. Para a artista, a arte é uma construção que sai do coração, passa pela cabeça e vai para as mãos imprimindo os sonhos, as emoções e o trabalho do povo brasileiro. Fotos: Alexandre Gennari

Maria Bonomi vive em São Paulo desde 1946. Levar o conceito democrático da gravura para os espaços públicos é o seu desafio. Para a artista, a arte é uma construção que sai do coração, passa pela cabeça e vai para as mãos imprimindo os sonhos, as emoções e o trabalho do povo brasileiro. Fotos: Alexandre Gennari

 

Um espaço onde a cidade está presente em cada papel, em cada ferramenta. Caminhar pelo ateliê de Maria Bonomi, artista e professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo é descobrir detalhes da integração de sua arte no cotidiano dos paulistanos. Nas linhas, nos sulcos gravados na matriz, Maria Bonomi busca o gesto primordial do homem na história da arte. Um gesto que se expande e salta das gravuras organizadas nos varais para se transformar em um grande painel ou mural nos espaços públicos de São Paulo.
“A arte é uma construção”, explica Bonomi. “Sai do coração, passa pela cabeça e vai para as mãos para ser impressa em uma superfície de madeira ou de gesso.” É essa relação amorosa que faz da cidade a sua casa. Italiana de Meina, aldeia às margens do Lago Maggiore, mudou-se para São Paulo em 1946. O ateliê, onde vive e trabalha, é, na verdade, um corredor da metrópole. Por lá, passam estudantes da USP e de outras universidades querendo aprender e pesquisar as técnicas da gravura. A professora gosta dessa parceria com os jovens. Orientar, incentivar os novos artistas e trabalhar pela arte na educação tem sido a sua meta.
Em dezembro, Maria Bonomi recebeu a equipe de reportagem do jornal, rádio e televisão da Superintendência de Comunicação Social para falar sobre os seus desafios na arte contemporânea brasileira. A entrevista abre a série Artistas da USP, que está sendo lançada nesta primeira edição de 2016. Um projeto para destacar o trabalho e a história dos professores, estudantes e funcionários nas artes plásticas, música, teatro, cinema e literatura.

A força e a delicadeza da gravura é impressa em alumínio, cobre e concreto nos muros e prédios da cidade. Foto: Cecília Bastos

Pela educação – “O ensino da arte é uma questão muito grave, uma grande responsabilidade. Você não pode ensinar a sua experiência. Mas pode mostrar caminhos”, explica a professora. “No Brasil, está existindo um problema sério. A pessoa só por ser jovem já é artista. Ou seja, artista jovem se tornou uma sigla, uma profissão em um momento em que ele ainda não sabe o que quer. Está sendo sufocado porque tem que se enquadrar em projetos propostos por galerias e pessoas com interesse comercial.”

Bonomi explica que o grande engano do artista jovem é querer buscar atalhos em projetos que, na verdade, não ajudam a sua formação. “Trabalho incentivando o jovem artista desde sempre. Creio que você pode dar informações para a sua formação até certo ponto, mas se ele próprio não se reconheceu, não percebeu a vida, não é uma universidade que irá formá-lo ou trabalhar o artista. A universidade pode colaborar na formação do homem.”
Para a professora que trabalha o sensorial, a liberdade é o caminho. “Os jovens devem ser eles próprios. Ao orientador, cabe colher o que já existe e incentivá-los a não seguir algo que não lhes pertença, não lhes interessa. O artista não pode buscar algo por moda, um sucesso rápido, e exigir resultados. É preciso complicar a vida deles e não dar soluções.”
Nos projetos que desenvolve com os jovens, a artista orienta: “É preciso colocar a sua própria essência em questão e se renovar na sua própria experiência”. Na USP, Maria Bonomi desenvolveu vários projetos coletivos. “Os jovens entravam em uma história traçada. Mas o nosso objetivo era que eles apresentassem a sua proposta e imprimissem  os próprios traços. Os ingredientes que você oferece para o jovem é a honestidade e muito esforço.”

O ateliê de Bonomi é um corredor da metrópole, onde ela incentiva a formação do jovem artista desenvolvendo projetos coletivos, defendendo a liberdade para descobrir e vivenciar os caminhos de sua própria arte. Foto: Alexandre Gennari

Política de arte – Um dos  “cavalos de batalha” de Bonomi, como ela própria define, é o ensino obrigatório da arte desde a educação infantil, ainda  nas creches e pré-escolas. “A criança já está na arte trabalhando a fantasia, não precisa transpor nada. E a arte é basicamente a espontaneidade.  Para a criança é tudo natural. E se ela faz um traço assim já reconhece uma árvore, um objeto”, observa. “O importante é não deixar que ela pense só  questões figurativas. Não se pode trabalhar só figura e não mostrar que um círculo também é uma imagem com força expressiva.”

Bonomi sai na defesa de que o estudante deve ter acesso à arte em todo o seu processo de desenvolvimento. “Não só às artes visuais, mas às artes cênicas, música, dança, literatura. Não concebo uma formação sem o convívio com  a arte. Venho brigando por isso há muito tempo junto aos órgãos competentes. Se você vai à Rússia, por exemplo, os soldados  têm aulas de dança com o Bolshoi para que possam ser mais sensíveis. A arte não é luxo, não pode ser para poucos. É uma necessidade estrutural  do ser.”
Na avaliação de Bonomi, seria importante se fossem implantadas políticas já regulamentadas. Há, por exemplo, uma lei semelhante à que está sendo seguida no México, que determina que as instituições públicas, ao serem construídas,  destinem uma porcentagem do projeto para obras de arte no espaço exterior. Mas aqui ela é mal interpretada. “Enquanto  os mexicanos podem apreciar obras pelas ruas assinadas por Diego Rivera, entre outros artistas, há bancos brasileiros comprando obras de arte para serem confinadas na sala da presidência. O Ministério da  Cultura não pode ser só para privilegiados. O Brasil não pode ficar de costas para o Brasil. Ou seja, para o Brasil  cultural.”

Epopeia Paulista é vista diariamente por 1 milhão de pessoas na Estação Luz do Metrô. O mural, um dos maiores do País, foi criado por estudantes, pesquisadores e por todos os que quiseram participar. Uma construção para lembrar a São Paulo dos imigrantes. Foto: Marcos Santos

Homenagem aos imigrantes

Maria Bonomi vive a essência da gravura. “O seu conceito é democrático, existe a partir da impressão de uma arte que se multiplica.” Aos 80 anos de idade, a obra vai buscar a artista em seu ateliê para os projetos com a participação da população.

O mural Epopeia paulista, uma homenagem a todos os imigrantes que ajudaram a construir São Paulo, é um exemplo. Foi idealizado por Maria Bonomi, mas construído por estudantes, pesquisadores, artistas e pela população em geral no espaço do Museu de Arte Contemporânea, na sede da Cidade Universitária. Cerca de 130 placas foram gravadas com desenhos que remetem aos objetos que foram deixados por imigrantes no setor de Achados e Perdidos na Estação da Luz.

Desse esforço coletivo nasceu, no dia 26 de dezembro de 2004, a obra de 73 metros de comprimento instalada na maior interligação metropolitano-comboio da América do Sul, na Estação Luz do Metrô. O painel foi se configurando como uma obra de todos e diariamente é vista por mais de 1 milhão de pessoas.

Outra obra pública que surpreende pela força e delicadeza é o altar da igreja Nossa Senhora Mãe do Salvador (Cruz Torta), em Pinheiros. Instalado em 1976, foi o primeiro projeto em que a gravura ganhou dimensões monumentais. Também o painel Etnias – do primeiro e sempre Brasil, inaugurado em 2008, conta a história da origem do País no acesso subterrâneo ao Memorial da América Latina. O público caminha entre painéis em argila, bronze e alumínio e revive a travessia das tribos indígenas até o Brasil contemporâneo.

By Venceslao Soligo/ASIB

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